IA da Meta vem aí! Entenda tudo sobre ela!

No início do último mês, no Meta Conversations (evento Brasileiro da gigante de tecnologia) o próprio Mark Zuckerberg confirmou a disponibilização de uma ferramenta própria de IA generativa da Meta para o Brasil. Desde então, especulações nas redes sociais sobre o formato da tecnologia surgiram na mesma velocidade de preocupações reais sobre questões éticas acerca da mesma. Por isso, resolvemos resumir a seguir tudo o que se sabe até então sobre a nova IA da Meta e suas repercussões no mercado. Acompanhe.

O que esperar?

A pergunta que não quer calar é “quando”! A Meta confirmou que a IA será disponibilizada em julho, portanto, espera-se sua chegada nos próximos dias. A mesma será integrada às redes sociais da empresa: WhatsApp, Instagram e Facebook.

Seu funcionamento promete ser bem similar aos concorrentes (ChatGPT da OpenAI e Gemini do Google), possibilitando consultas sobre diferentes assuntos via prompts de texto e geração de imagens em diversos estilos com IA.

A expectativa maior é que a adesão da Meta ajuda a popularizar e difundir a IA generativa visto o alcance e usabilidade das redes sociais da empresa. Até então, embora bastante utilizados, o ChatGPT e o Gemini ainda não conseguiram chegar ao grande público (potencial que pode ser cumprido pelo IA da Meta).

Desinformação

A preocupação ética, no entanto, recaí sobre a possibilidade da tecnologia (amplamente difundida) de gerar dados falsos ou imprecisos, contribuindo para fake news, desinformação e estelionato.

Nada diferente das principais questões que assolaram a OpenAI e o Google no lançamento de suas respectivas IAs generativas. A diferença aqui é que a Meta, devido suas dimensões e aplicabilidade de ferramentas de suas redes, precisa de fato implementar métodos eficientes de combate à desinformação para não promover o caos.

Recentemente, por exemplo, a empresa habilitou a possibilidade de categorização de conteúdo como “desenvolvido por IA” no Instagram. Embora ainda espontaneamente marcado pelos usuários, a medida representa o início de uma primeira tentativa de transparência. Especialistas acreditam que a categorização automática desse conteúdo deve vir naturalmente em futuras atualizações.

Novas Diretrizes e Termos de Uso

O ensejo de tais mudanças dividiu espaço com um timing não muito ideal para a Meta também anunciar mudanças em suas diretrizes e termos de uso. O que levantou preocupações, é claro!

A empresa confirmou que está utilizando dados de seus usuários para treinar modelos de inteligência artificial. Segundo a Meta, está utilizando apenas informações públicas para treinamento, o que não inclui, por exemplo, mensagens diretas.

Em respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), os usuários Brasileiros podem recusar ter seus dados utilizados para treinamento; mas a Meta não divulga essa possibilidade e nem explica como proceder à negativa.

Historicamente também, parcela massiva dos usuários de redes sociais não demonstra preocupação com a forma como seus dados são utilizados (algo deveras perigoso).

IA versus Privacidade

Especialistas veem com bons olhos a adesão da Meta à IA generativa como fomento à popularização e democratização de tal tecnologia. Mas alertam para uma necessidade latente de mecanismos de controle para evitar a propagação de desinformação. E mais: a utilização dos dados pessoais para treinamento das ferramentas requer maior transparência por parte da empresa de forma a não sermos surpreendidos no futuro com denúncias de vazamento de dados, manipulações e uso indevido.

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