Estudo do Google confirma uso de IA como apoio na produtividade

Estudo do Google confirma uso de IA como apoio na produtividade

One estudo recente do Google oferece uma visão ampla sobre como a inteligência artificial está sendo utilizada no trabalho e na vida cotidiana. Os resultados ajudam a reduzir parte do alarmismo sobre a substituição imediata de profissionais: até agora, a tecnologia aparece principalmente como apoio à produtividade humana, e não como responsável pela automação completa de todas as ocupações.

Como foi realizado o estudo AI & Economy ATLAS v1.0

O levantamento recebeu o nome AI & Economy ATLAS v1.0. ATLAS é a sigla para Activity, Task, Landscape, and Adoption StudyEstudo de Atividades, Tarefas, Cenário e Adoção, em tradução livre.

A pesquisa analisou 15 milhões de interações desidentificadas realizadas entre 6 e 19 de abril de 2026. A base reuniu conversas do aplicativo Gemini, do Google AI Mode e da API do Gemini.

As interações foram classificadas em mais de 150 países, 140 idiomas, 800 ocupações e aproximadamente 4 mil tarefas profissionais. O estudo também considerou cerca de 300 atividades domésticas, usando taxonomias oficiais dos Estados Unidos para relacionar as solicitações às ocupações e aos usos do tempo.

Embora o levantamento observe ferramentas de IA desenvolvidas pelo próprio Google, sua escala permite identificar tendências relevantes de mercado.

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IA aumenta a produtividade, mas ainda não substitui todo o trabalho humano

THE principal conclusão do ATLAS é que o impacto da IA na empregabilidade ainda não se mostrou tão negativo quanto se previu anteriormente. Em vez de delegar processos inteiros à máquina, a maioria das pessoas utiliza a tecnologia para ampliar capacidades, acelerar entregas e apoiar decisões.

Us Estados Unidos, a IA já chegou a profissões que representam 88% dos empregos. Entretanto, sua penetração continua rasa: na ocupação mediana que utiliza a tecnologia, ela participa de somente 21% das tarefas totais.

A automação de ponta a ponta também permanece limitada. Em trabalhos cognitivos não rotineiros, menos de 10% das interações demonstraram intenção de entregar toda a atividade à IA. Tarefas complexas continuam dependendo de julgamento, identificação de erros, definição de arquitetura, conhecimento de contexto e integração dos resultados por profissionais humanos.

No ambiente corporativo, a inteligência artificial generativa é aplicada principalmente em elaboração de conteúdos, revisão e refinamento, ideação e estratégia, recuperação de informações e aprendizado. Esses usos mostram uma dinâmica de colaboração: a tecnologia organiza, sugere e acelera, enquanto a pessoa orienta, avalia e assume a responsabilidade pelo resultado.

Os dados, portanto, corroboram uma observação já presente em empresas, contact centers, RH, saúde e e-commerce: o valor mais imediato da IA está em potencializar o trabalho humano, não simplesmente em substituí-lo.

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Mais de 86% das interações acontecem fora do trabalho

Outro resultado importante é que a maior parte das conversas com o Gemini não está relacionada ao emprego. Mais de 86% das interações ocorrem fora do trabalho, envolvendo aprendizado, compras, organização da rotina, finanças, questões jurídicas, saúde e acesso a serviços públicos.

O dado demonstra que a IA conversacional já funciona como uma camada de apoio cotidiano. Mesmo assim, quando aplicada profissionalmente, sua utilização se concentra em atividades que exigem criatividade, estratégia e busca de conhecimento.

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Renda, idioma e região influenciam a intensidade de uso

O ATLAS identificou uma correlação relevante entre renda e uso de IA: um aumento de 1% na renda mediana de uma ocupação está associado a um crescimento de 2,5% na intensidade de utilização da ferramenta. Isso não comprova, por si só, maior proficiência, mas sugere que profissionais mais bem remunerados estão incorporando a IA com maior frequência em tarefas produtivas.

No cenário global, o inglês representa 34,8% das conversas. O espanhol aparece com 12,1%, o árabe com 6,8% e o português ocupa a quarta posição, com 5,8%. A diversidade linguística revela que os usuários preferem interagir em seus idiomas nativos, ampliando a importância de modelos com NLP e NLU adaptados aos diferentes mercados.

THE adoção é mais concentrada em países de alta renda per capita, mas Argentina, Brasil, Qatar e Colômbia aparecem como exceções. O estudo não determina as causas, porém há explicações plausíveis. A Argentina possui tradição em serviços tecnológicos e exportação de talentos digitais. O Qatar combina renda elevada, infraestrutura e uma estratégia nacional de IA baseada em educação, dados, negócios, pesquisa e emprego. A Colômbia, por sua vez, estruturou uma política nacional com ações para acelerar a adoção responsável até 2030.

Node Brazil, o destaque pode estar relacionado à grande população conectada, à força dos serviços digitais e à procura prática por ferramentas de apoio.

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